domingo, 7 de fevereiro de 2010

As novas tecnologias surpreendem-nos todos os dias!

Visite esta biblioteca e espante-se:


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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Reflexões:

Esta UC fez-me sentir uma verdadeira exploradora de um admirável mundo novo.
Sem Medos, saltei o muro e lancei-me na floresta digital!
Comentários à UC:
A bibliografia disponibilizada foi muito elucidativa, despertando a reflexão e as actividades muito pertinentes. Os conteúdos analisados nos textos e posteriormente discutidos em grupo, conduziram a reflexões muito enriquecedoras. Estas levaram-me a (re)ver a minha atitude em relação a estes recursos digitais no meu quotidiano e em sala de aula; a perceber as suas valências e urgência em ( re)considerá-los nas práticas pedagógicas. E digo reconsiderar porque esta UC permitiu-me reconhecer vantagens nos recursos digitais sobre os quais nunca me tinha debruçado.
Gostei sobretudo das actividades de carácter mais prático: análise de sites sociais de jovens e produção do e-portefólio: analisar e comparar sites; editar um blogue, explorar as suas funções, colocar imagens, vídeos, links...
Por fim inseri este vídeo no espaço da minha reflexão, porque penso que sintetiza os conteúdos discutidos a partir dos textos lidos, nomeadamente a influência dos média digitais na construção da identidade social dos jovens.
Considero também que pode ser um óptimo recurso a utilizar com os alunos para debate em sala de aula ou na biblioteca da escola.
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Antes de terminar e a propósito da rentabilização dos recursos digitais por parte das bibliotecas escolares e da importância destes na construção de novos saberes, transcrevo um artigo publicado por Fernando Carmo ( Gabinete RBE) na Newsletter RBE, nº5. Julho 2009:
" É preciso ter consciência dos desafios que a sociedade da informação coloca às bibliotecas, destacadamente o ambiente digital que hoje avança inexoravelmente como uma onda que vai progredindo a uma velocidade cada vez maior e que é preciso acompanhar para não soçobrarmos nela. [...] O futuro depende da capacidade das instituições e dos indivíduos se organizarem em rede e de trabalharem em parceria na construção de novos saberes e de uma sociedade mais justa."

Análise da Identidade em Sites Sociais

4ª Actividade:

Esta actividade tinha como objectivo identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens e era solicitado que, em grupo, elaborássemos uma grelha de análise de marcas identitárias nesses sites sociais. Inicialmente, senti-me um pouco perdida pois não percebi bem como é que iria conseguir aceder a sites sociais de jovens e como iria construir a grelha. Ajudou-me o facto de ser um trabalho em grupo e de ser possível a partilha e a cooperação.

Esta imagem retrata a partilha e a cooperação que o mundo digital torna
cada vez mais extensível

O grupo rock constituído por mim e pelas colegas Helena Araújo e Isabel Trabucho optou por selecionar o Hi5 de 6 jovens com idades compreendidas entre os 16 e 20 anos, por se considerar que é um dos sites sociais com mais sucesso entre os jovens.
Para conseguir aceder a estes sites, recorri ao meu filho mais velho(16 anos), que me ajudou não só no acesso mas também na busca dessas marcas identitárias. Foi uma partilha muito enriquecedora ( mãe/ filho) pois permitiu-me perceber o que leva a maioria dos jovens a publicar as suas fotos e alguma informação pessoal em sites sociais: a publicação de conteúdos online fá-los sentir-se competentes, autónomos, senhores de um espaço social, que gerem para além do controlo dos pais, sendo uma forma de se afirmarem socialmente.
Verifica-se que neste site social, os jovens preocupam-se muito com a imagem que projectam, sobretudo imagem física ( fotos) e procuram a auto promoção dessa imagem e a validação social por parte da audiênca.













Participação no fórum discussão:

Nesta última actividade, optei por destacar uma das minhas intervenções por constatar e reforçar a ideia de que, na qualidade de professores, é imprescindivel estarmos atentos às mudanças e mantermo-nos actualizados. Constatar que há uma dimensão digital que os professores não podem esquecer de trabalhar com os alunos, seja na sala de aula ou na biblioteca da escola.

É difícil prevermos o alcance destas mudanças: levarão ao distanciamento físico ou à aproximação de pessoas/ jovens outrora sós? Estarão os jovens, apenas, a construir uma nova forma de estar no mundo?
Seguindo a vossa perspectiva e a de Susannah Stern, penso que devemos apreciar o valor das manifestações dos adolescentes na internet e prestar muita atenção à expressão dos jovens online, pois trata-se de uma perspectiva valiosa para perceber o papel das novas tecnologias na mudança dos adolescentes na actualidade.
Será uma forma de, pelo menos, estarmos atentos às mudanças!

MHBrígida

Media Digitais e Construção da Identidade Social

3ª Actividade:

Para realizar esta actividade, juntei-me às colegas Raquel e Conceição, formando o grupo 2. Escolhemos o texto Producing sites, exploring identities. Youth authorship, de Susannah Stern (texto 2).
Trata-se de um estudo muito interessante, feito a partir da recolha de evidências (com base em centenas de entrevistas feitas a jovens entre os 12 e os 21 anos), confirmando que mais de metade dos jovens já partilharam algum tipo de conteúdo online, inclusivamente já partilharam as suas vidas na internet e que, comparativamente aos adultos, os jovens produzem mais do dobro de sites pessoais.
Neste estudo, a autora propõe que se dê uma especial atenção a este fenómeno, considerando-o como uma forma significativa de produção cultural durante a adolescência e repudia a atitude de desdém, sentimento de apreensão ou de crítica vigorosa comum por parte dos adultos.
A autora encara, neste texto, o fenómeno sob uma perspectiva diferente, tentando perceber o " porquê".
-Por que é que os jovens valorizam tanto a expressão do " eu" na internet?
" Esta e outras questões são colocadas ao longo do texto, procurando dar-lhes uma resposta:
In this chapter, I provide a divergent perspective by exploring why young authors find value in expressing themselves online. My goal is neither to celebrate nor to critique youth online expression, but rather to illuminate the ways in which it is meaningful form of cultural production, particulary during adolescence. Concentrating on the genres of personal home pages and blogs, in particular, I stay close to the producers themselves, asking: what do they see as the rewards of online expression? How do they make choices about the self-presentation they offer? what role do audiences play in their decision making? How is online expression valuable, and in what ways is it unfulfilling?"(1)

Apresento aqui o quadro, em anexo ao nosso trabalho, que pretendeu ser uma síntese das principais ideias contidas no texto sobre o tema em estudo neste fórum:

Mais uma vez fui surpreendida pela constatação de que a minha atitude como adulta era semelhante à repudiada pela autora, no texto. Não propriamente uma atitude de desdém, mas de sentido crítico em relação à produção dos jovens na internet e um sentimento de alguma apreensão.
Talvez por por ser mãe de dois adolescentes e recear os perigos, nomeadamente de predadores que se aproveitam da informação pessoal exposta pelos jovens na Net.
Contudo, a leitura deste texto permitiu-me fazer algumas reconsiderações e perceber que, na qualidade de pais e professores, se acompanharmos os alunos na utilização e criação online, alertando-os desses perigos, talvez seja uma atitude mais inteligente e vantajosa para todos.
Sobretudo no contexto escolar, (re)considero que mais vale promover a utilização dessa utilização por parte dos alunos pelos professores do que assumir uma atitude crítica ou de rejeição.
A leitura deste texto apresentou-me uma perpectiva inovadora, visto que alerta para o facto de se dar pouca atenção à compreensão do motivo que leva os jovens a expressarem-se na Net de uma determinada forma, salientado a importância do adulto tentar compreender como essas experiências são importantes para eles no processo de construção da sua identidade pessoal e social. Trata-se de um processo de construção diferente que não nos pode deixar indiferentes!
Esta imagem representa os jovens e o novo processo de construção da sua identidade pessoal e social
Paticipação no fórum discussão:
Destaco a resposta da Raquel às intervenções dos colegas Nuno e Julieta por considerar que vai ao encontro da atitude defendia por Susannah Stern relativamente produção e edição de conteúdos online por parte dos jovens. Uma atitude de observação e promoção por parte dos adultos/ professores, em vez de crítica, utilizando o potencial da internet com uma finalidade mais valiosa com fins educativos e profissionalizantes que os preparam para a vida.
Olá Nuno e Julieta,
[...]Gostaria apenas de reforçar um aspecto que considerei muito interessante e que confirma a minha opinião pessoal sobre o assunto. Ao contrário do que muitos temem, os jovens de hoje não sabem menos do que os de antigamente, não fazem menos, sabem e fazem de forma diferente. Os dois estudos apresentados comprovam este facto.
Os jovens, quando confrontados com situações autênticas, empenham-se e procuram resolvê-las tomando posições e defendendo-as; muitas vezes recorrendo a aprendizagens já feitas, outras vezes, activando mecanismos que acabam por produzir novas aprendizagens. Se colocarmos um jovem perante uma situação e o envolvermos na sua resolução e, além disso, lhe solicitarmos o recurso aos MDC, que fazem parte do seu mundo social, teremos, sem dúvida, sucesso.
As tecnologias estão ao serviço da aprendizagem e não faz sentido que no mundo de hoje assim não seja. Os jovens continuam a surpreender-nos, a nós que vamos perdendo a capacidade de nos surpreender e que, por vezes, não os valorizamos, tentando protegê-los em demasia. É necessário continuar a dar-lhes oportunidades para que possam desenvolver-se enquanto pessoas. Os dois estudos mostram que isso é possível aliado ao uso das novas tecnologias.
Raquel